ATENDIMENTO

Transtornos Mentais

O atendimento a transtornos mentais envolve uma abordagem multidisciplinar voltada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas que apresentam alterações no funcionamento psicológico, emocional ou comportamental.

Esse atendimento pode incluir apoio psicológico, psiquiátrico, social e, quando necessário, o uso de medicação. O objetivo é promover a estabilização do quadro clínico, melhorar a qualidade de vida e favorecer a reintegração social do indivíduo, sempre com respeito, empatia e escuta qualificada.

A ansiedade é um sentimento natural dos seres humanos que permite antecipar situações de risco e se preparar para os desafios diários. No entanto, quando essa emoção se torna muito intensa, com preocupações desproporcionais aos problemas e de forma contínua, ela se transforma em um transtorno. O transtorno de ansiedade pode interferir no descanso e desencadear sintomas específicos.

O transtorno de ansiedade apresenta sintomas intensos, tais como:

  • preocupações, tensões ou medos exagerados
  • sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer
  • medo extremo de algum objeto, de ser humilhado publicamente ou de uma situação em particular
  • falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade
  • pavor depois de uma situação muito difícil
  • tensão muscular
  • intensificação ou surgimento de dores pelo corpo
  • dificuldade para se desconectar dos problemas e para dormir
  • alterações no funcionamento do trato gastrointestinal (como o ritmo de funcionamento do intestino)
  • Crianças e adolescentes com transtorno de ansiedade podem apresentar preocupações intensas com desempenho escolar, aceitação social e segurança, além de sintomas como irritabilidade, insônia, falta de concentração e queda no rendimento. Fisicamente, podem sentir dores de estômago, dores de cabeça, palpitações e náusea.
  • Em alguns casos, a ansiedade está associada a eventos específicos, como um ataque de pânico na escola, fazendo com que a criança passe a evitar o ambiente, o que reforça o medo e dificulta sua rotina.

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica que causa oscilações de humor caracterizadas por perda de interesse, ausência de ânimo tristeza profunda.

Tristeza e depressão: entenda a diferença

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, em que a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias.

Por sua vez, a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve, moderada e grave.

Diferença entre ansiedade e depressão

A ansiedade é marcada por inquietação, sensação de pressa, urgência. 

ela pode ser um distúrbio quando ocorre em momentos que não se justificam ou quando é tão intensa ou duradoura que acaba interferindo com as atividades normais da pessoa.

Já depressão, por outro lado, é uma doença do organismo como um todo, comprometendo o físico, o humor e o pensamento.

Nessa condição forma de ver e sentir a realidade são alteradas, modificando as emoções, a disposição, a alimentação, sono, até mesmo como se sente em relação a si mesmo.

Também conhecida como transtorno do pânico, é um distúrbio psiquiátrico muito comum que se caracteriza pelo surgimento espontâneo, súbito e inesperado de ataques de pânico recorrentes.

Ter um ou dois ataques de pânico ao longo da vida, principalmente se desencadeados por situações de estresse, não é considerado um distúrbio psiquiátrico. Para ser síndrome do pânico, o paciente precisa ter episódios repetidos de crise e estar sempre apreensivo em relação ao surgimento do próximo ataque.

A síndrome do pânico é um distúrbio que faz parte de um grupo de doenças psiquiátricas conhecidas como transtornos de ansiedade, do qual também fazem parte o transtorno de ansiedade generalizada, a fobia social, a agorafobia e outras fobias específicas.

O que é um ataque de pânico?

Um ataque de pânico é um evento que provoca intenso medo, surge de forma súbita e, habitualmente, não está relacionado a nenhuma causa aparente. Cada crise pode ter duração de vários minutos até 1 hora.

Durante os ataques de pânico, o paciente apresenta uma série de sinais e sintomas físicos que o faz pensar que ele pode morrer ou entrar em colapso a qualquer momento.

Até 1/3 da população pode apresentar um episódio isolado de ataque de pânico, que geralmente vai embora e nunca mais volta. Já a síndrome pânico afeta cerca de 3% das pessoas, sendo duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens.

Uma importante característica da síndrome do pânico é o fato do paciente estar persistentemente preocupado com o retorno das crises, mesmo quando se sente bem.

O medo de voltar a ter ataques de pânico é tão grande, que o paciente frequentemente muda a sua rotina diária. Situações que ele identifica como potenciais gatilhos para os ataques são evitados a qualquer custo, mesmo que para isso o paciente precise se prejudicar socialmente ou profissionalmente.

Mais de 40% dos pacientes com síndrome do pânico também apresentam algum outro distúrbio psiquiátrico, sendo a depressão, a agorafobia, o transtorno de ansiedade generalizada e o estresse pós-traumático as associações mais comuns.

A agorafobia é um distúrbio psiquiátrico muito associado à síndrome do pânico.

Ela se caracteriza pelo medo do paciente de estar em situações nas quais ele pode não conseguir ajuda ou não conseguir facilmente voltar para casa, caso tenha um ataque de pânico.

O paciente sente-se ansioso se achar que não tem controle total da situação, fazendo com que ele evite situações triviais, como ir ao cinema, viajar de avião, andar de ônibus, viajar para locais longe de casa, ir a eventos onde haja multidões.

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